Após sabatina de dez horas, Janot é aprovado pela comissão do Senado

Foram 10h30 de uma sabatina realizada pela Comissão do Senado Federal, mas o procurador-geral Rodrigo Janot foi aprovado pelos membros para ser reconduzido ao cargo. Ao final da contagem, registrou-se 26 votos a favor e 1 contra.
Com a aprovação, a indicação de Janot irá para votação no plenário em regime de urgência.
Durante a sabatina, o procurador-geral avaliou o caso de corrupção na Petrobras, defendeu as dalações premiadas, e também respondeu de acusações feitas pelo senador Fernando Collor.

Lava Jato: Sérgio Moro nega sigilo em inquérito a Odebrecht

O juiz federal Sérgio Moro, que conduz as ações da Operação Lava Jato, negou à Odebrecht segredo de justiça no inquérito que trata de suposto envolvimento da maior empreiteira do País no esquema de corrupção instalado na Petrobrás entre 2004 e 2014. O presidente da Odebrecht, Marcelo Bahia Odebrecht, e quatro executivos ligados à empreiteira estão presos preventivamente desde 19 de junho acusados de corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
A Odebrecht S.A. alegou nos autos da investigação da Lava Jato que, ‘embora seja do Grupo Odebrecht, não está sendo investigada, e que o feito contém vários documentos que podem revelar estratégias empresariais da requerente’.
“Indefiro. O processo, em regra, deve ser público, ainda mais quando relativo a crimes contra a administração pública. Não cabe acobertar, com o segredo de Justiça, a prática de possíveis crimes contra a administração pública. Havendo documentos pontuais que mereçam sigilo, cabe a Odebrecht ou à Braskem apontá-los objetivamente”, decidiu Sérgio Moro.
O magistrado negou também pedido de sigilo feito pela Braskem S/A sobre contratos de compra de nafta, matéria-prima usada pela indústria, pela petroquímica (controlada pela Odebrecht em sociedade com a Petrobrás). “A forma de precificação da Nafta não merece sigilo já que, segundo a ação penal proposta, a negociação deste item específico entre a Petrobrás e a Braskem envolveu o pagamento de propina”, afirmou Moro.

Em ‘times’ diferentes, Lobão e Jaques Wagner trocam farpas pelo Facebook

Após o ministro da Defesa, Jaques Wagner, postar em sua página no Facebook uma peça publicitária que coloca o cantor Lobão no “time contra o Brasil”, o compositor respondeu com imagem semelhante, também pelo Facebook. Wagner cita Gilberto Gil, Osmar Prado, Matheus Nachtergaele, Jô Soares como integrantes do “Time da Democracia”. “Eles reconhecem que o país atravessa um momento difícil, mas pregam o respeito à Constituição, rechaçam qualquer possibilidade de interrupção do mandato da presidenta Dilma Rousseff e mantêm a confiança no projeto que retirou milhões da pobreza”, diz o ministro. No outro time, além de Lobão, são retratados os senadores Aécio Neves (PSDB) e Ronaldo Caiado (DEM) e o deputado federal Paulinho da Força (SD). “Os personagens de sempre, o time do pessimismo, do “quanto pior, melhor”, dos que colocam suas ambições eleitorais acima da estabilidade institucional do país e dos que saíram das urnas derrotados pela quarta vez seguida porque, quando tiveram a chance de governar o Brasil, só produziram desemprego, arrocho e crises”, completa Wagner.

Na montagem de Lobão, com a legenda “Que tals essa versão, senhor mnistro da Defesa”, o cantor denomina dois novos grupos: o time da democracia do PT e o time contra o Brasil do PT. No primeiro, ele acrescenta José Dirceu caracterizado como presidiário e o presidente da Bolívia, Evo Morales. No segundo time, são incluídos o articulista Rodrigo Constantino, o humorista Danilo Gentili. “A favor do time democrático Brasil sem PT, bate panela. Não aceita mais ser roubado, não aceita Foro SP, não aceita intimidação de países comunistas que ameaçam invadir o Brasil onde 93% da população está sendo chamada de golpista. Não aceita que Janot blinde Dilma que foi citada por 11 vezes com seus colegas e até hoje, pela democracia do PT, não foi denunciada”, diz Lobão.

Comissão no Senado aprova projeto sobre transferência de rodovias para estados

A Comissão Especial para o Aprimoramento do Pacto Federativo aprovou nesta quarta-feira (26), por unanimidade parecer do senador Walter Pinheiro (PT-BA) favorável ao Projeto de Lei do Senado 508/2015, que transfere a malha rodoviária federal para 15 estados, incluindo a Bahia. O texto viabiliza a continuidade da aplicação de recursos por meio do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) em programas de restauração e manutenção de rodovias, já que de acordo com a Medida Provisória (MP) 82/2002, o Dnit continuará responsável pela manutenção das estradas com recursos federais até 2020. “Nesse período de dificuldades não tem mais como fazer a transferência de mais esse tipo de encargo para estados e municípios que não conseguem sequer tocar as suas malhas estaduais, quiçá a manutenção da malha federal”, afirmou o congressista. De acordo com o autor do PLS, o custo fiscal de manutenção das rodovias transferidas é de R$ 4,1 bilhões. “A proposta era fixar a data-limite de 31 de dezembro de 2025, mas com o entendimento a data foi fixada em 2020. “Após entendimento com o autor, chegamos a proposta mais razoável de adotar um período menos extenso, razão pela qual ofereci a emenda, que limita em cinco anos a prorrogação pretendida, prazo que julgamos mais do que suficiente para a superação das atuais dificuldades fiscais”, explicou Pinheiro, em relação ao prazo de custeio das estradas por parte do Dnit.

Criador das Casas Bahia foi o primeiro a apostar na classe C

Samuel Klein criou o maior império do varejo brasileiro ao apostar na grande máxima do comércio popular: vender a quem precisa.

Muito antes de consultorias sofisticadas transformarem a classe C na última palavra em termos de varejo e do Magazine Luiza despontar como o símbolo do poder de consumo da “nova classe média”, um imigrante polonês que sobreviveu ao Holocausto já havia descoberto as vantagens de vender para as classes populares: “A riqueza do pobre é o nome”, dizia ele. Seu nome era Samuel Klein, e com a sabedoria do comerciante que confia no freguês, independentemente de sua origem social, ele criou o maior império do varejo brasileiro: as Casas Bahia.

Judeu nascido em 1923 no vilarejo de Zaklikof, a 80 km da cidade de Lublin, na Polônia, Samuel teve que aprender a se virar desde muito cedo – e da pior forma possível. Aos 19 anos ele foi preso e mandado, junto com o pai, para o campo de concentração de Maidanek, em seu país natal.

Inauguração de unidade das Casas Bahia no Complexo do Alemão em outubro de 2014. Loja foi a 100a da rede no Rio de Janeiro

Inauguração de unidade das Casas Bahia no Complexo do Alemão em outubro de 2014. Loja foi a 100a da rede no Rio de Janeiro.

Segundo suas próprias palavras, ele só sobreviveu porque era jovem e forte, e por isso foi mandado para um campo de trabalhos forçados, onde realizava serviços de carpintaria. Em 1944, Samuel conseguiu escapar do campo de concentração e fugiu para a Alemanha, onde começou a carreira de comerciante, vendendo cigarro e vodka para as tropas aliadas que ocuparam o país após a queda do nazismo.

Um polonês entre baianos

Na Alemanha, Samuel casou-se com sua esposa Ana e teve o primeiro filho, Michael. Diante de uma Europa destruída pela guerra, em 1951 a família decidiu tentar a sorte na América do Sul. Foram inicialmente para a Bolívia, mas chegaram ao país em plena revolução de 1952. Cansados de confrontos, os Klein partiram para o Brasil, finalmente se estabelecendo na cidade de São Caetano do Sul, no ABC Paulista.

O imigrante polonês certamente se sentiu em casa em meio à multidão dos migrantes nordestinos que no começo dos anos 1950 chegavam à Grande São Paulo para trabalhar nas indústrias da região. Estes foram os primeiros clientes de Samuel, que comprou uma charrete e começou a vender roupas de cama, mesa e banho para os migrantes – principalmente baianos – que viviam na região. Empreendedor nato, Samuel logo juntou dinheiro e, em 1957, abriu sua própria loja, que batizou em homenagem aos seus primeiros clientes: Casa Bahia.

No negócio próprio, Samuel continuou a adotar uma prática que fez sua fama como mascate junto à clientela: a venda a prestação. Como os moradores da região eram basicamente trabalhadores pobres, que não tinham dinheiro para comprar as mercadorias à vista, Samuel descobriu, mais de quatro décadas antes do governo Lula, o segredo da economia popular de massas no Brasil: oferecer crédito para a classe C – conceito que sequer existia naquela época.

Foi assim que a pequena loja em São Caetano do Sul começou a crescer, atraindo cada vez mais clientes e diversificando a oferta de mercadorias. Se Klein começou vendendo roupa de cama, mesa e banho, logo começou a oferecer também móveis, colchões, eletrodomésticos e uma infinidade de outros itens para o lar.

No começo da década de 1960, São Caetano do Sul ficou pequena para Klein e, em 1964, o empresário começou a expansão do negócio abrindo filiais em São Paulo e na Baixada Santista. A fórmula do sucesso permaneceu a mesma: vender a quem precisa. “Pela minha experiência, posso dizer que quanto mais pobre uma pessoa, mais honesta ela é”, afirmou Samuel Klein em 2001.

 

Beber oito copos de água por dia é ou não saudável?

Sempre se afirmou (e acreditou) que beber oito copos de água por dia era saudável, além de contribuir para uma pele mais bonita. Porém, um novo estudo revela que isso pode não passar de um mito.

Um grupo de acadêmicos verificou que não existem provas que beber grandes quantidades de água diariamente seja saudável. Em um artigo publicado no The New York Times, o professor Aaron E. Carroll, da Universidade de Medicina do Indiana, afirma que, se existe um mito sobre saúde que jamais irá morrer, é este. Mas, “é tudo mentira”, defende.

“Acredita-se que a fonte deste mito tenha surgido em 1945, em uma recomendação que dizia que era necessário consumir 2,5 litros de água por dia. Porém, todos ignoraram o que a recomendação queria mesmo dizer. A maioria desta quantidade de água está nos alimentos que ingerimos”, explica.

“A água que precisamos consumir não tem de ser toda proveniente de bebidas. Também não precisamos estar sempre preocupados por não ter sede. O corpo está preparado para nos informar de quando se encontra desidratado”, acrescenta.

Bahia lidera taxa de desemprego no país

A Bahia registrou a maior taxa de desemprego do país, nos últimos meses de abril, maio e junho. No segundo trimestre do ano, a desocupação no estado alcançou 12,7% da força de trabalho. O índice é bem superior à média nacional, de 8,3% –  a maior da série histórica da Pnad Continua. A pesquisa é realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) desde 2012.

O estado também apresentou o maior índice nacional de desemprego entre as mulheres: 15,3%. O percentual revela um crescimento em relação ao  segundo trimestre de 2014, quando o índice apurado entre as mulheres baianas foi de 11,7%.

Segundo o IBGE, os  setores que mais desempregaram no segundo trimestre  na Bahia, em relação ao mesmo período no ano passado,  foram: o segmento da  agricultura, pecuária e pesca, com menos 41 mil postos disponíveis, numa retração de 3,3%; seguido da construção civil, com menos 33 mil empregos e retração de 5,7%; e, o ramo de logística, com 12 mil postos a menos  e variação negativa de 4,2%.

Com reforma administrativa, Wagner pode ir para Casa Civil

A reforma administrativa planejada pela presidente Dilma Rousseff, com corte de dez dos 39 ministérios, deixou apreensivos aliados, que agora temem perder cargos, e fez ressurgir no governo a defesa de um novo modelo de articulação política. Uma das ideias prevê a incorporação da Secretaria de Relações Institucionais à Casa Civil, que, na configuração em estudo, seria ainda mais forte do que já é e voltaria a cuidar da liberação de cargos e emendas, além da gestão do governo. Enquanto não há definição, deputados e senadores avaliam que a discussão sobre corte de ministérios e redução de aproximadamente 1 mil dos 22 mil cargos comissionados vai paralisar o governo, aumentar a disputa por espaços na máquina pública e piorar a crise política, numa momento em que Dilma enfrenta ameaças de impeachment. A cúpula do PT passou agora a trabalhar com um novo cenário na articulação política para insistir na mudança do ministro da Defesa, Jaques Wagner, para a Casa Civil, no lugar de Aloízio Mercadante. O plano é antigo e já foi até defendido pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em reuniões com Dilma, sob o argumento de que Mercandante é inábil e faz vário desafetos no Congresso.Dilma nunca aceitou tirar Mercadante, alvo de fogo “amigo”, do comando da Casa Civil, mas dirigentes do PT prometem conversar novamente com ela, caso a Secretaria de Relações Institucionais – hoje responsável pelo “varejo” da política- seja extinta ou abrigada naquela pasta. Leia mais no Estadão.

Conta de luz pode ficar 8% mais cara

A conta de luz deve ficar mais cara ainda este ano. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira a abertura de audiência pública sobre a metodologia de cálculo e cobrança da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que é um encargo cobrado nas contas de luz. De acordo com o G1, hoje, esta conta é paga pelas indústrias, mas uma decisão judicial obtida pelas empresas determinou que os custos sejam repassados aos consumidores residenciais. Se a determinação for acatada, a mudança deve representar uma alta de até 8% nas contas. Para cumprir a decisão judicial, a Aneel argumentou que antes é preciso realizar audiência pública sobre o tema, já que será preciso definir uma nova metodologia de cálculo, que não está prevista na legislação hoje. Pelos cálculos da Aneel, o cumprimento da decisão judicial levaria ao repasse de R$ 1,8 bilhão aos consumidores residenciais via reajuste tarifário. Neste caso, a agência poderia promover novas revisões extraordinárias ainda este ano, explicou o relator do processo, André Pepitone da Nóbrega.

Camaçari: liminar concede a pais direito de registrar criança gerada em barriga solidária

Uma decisão inédita na Bahia, que vem da 1ª Vara da Família de Camaçari, determinou que uma criança gerada através de “barriga solitária” seja registrada como filha daqueles que cederam o material genético para concepção. A avó materna da criança ‘emprestou’ seu útero para gerar o bebê de sua filha e de seu genro, doadores do material. A mãe biológica é portadora da síndrome de Rokitansky, uma condição rara em que a mulher não possui útero, mas é capaz de ovular. Para realizar o sonho de ter um filho, a mulher pediu ajuda à mãe, que se dispôs a gerar o próprio neto. Casos com esses ainda não são regulamentados pela lei. No entanto, a prática é reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina, que admite a “cessão temporária de útero sem fins lucrativos, desde que exista um problema médico que impeça ou contraindique a gestação na doadora genética e que a cedente seja sua parente de até segundo grau”. Entretanto, apesar da permissão do Conselho, os hospitais emitem a certidão de nascimento em nome de quem gerou o bebê, levando às famílias a terem dificuldades para registrar a criança em nome dos pais biológicos. A decisão da juíza Fernanda Vasconcellos garante que a unidade hospitalar onde ocorrer o parto emita a declaração de nascido vivo em nome dos pais biológicos, facilitando o registro de nascimento da criança no cartório. “Não seria razoável impedir que essa criança fosse privada do seu direito mais elementar, qual seja o do reconhecimento da sua filiação. Por esse motivo, à míngua de legislação específica a respeito do tema, procurei encontrar uma solução justa para o caso”, explicou. A magistrada ainda revelou ter se emocionado com o caso. “Imaginar que essas pessoas que, por meio dos laços de amor que as unem e com a ajuda do avanço tecnológico, tenham logrado atingir tão difícil e almejado propósito, pudessem encontrar obstáculo numa questão legal me deixou absolutamente sensibilizada”, completou.