Ministério da Saúde pretende imunizar 3,3 milhões em sete municípios baianos

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, confirmou nesta quinta-feira, 15, o início da campanha de vacinação fracionada contra a febre amarela em oito municípios da Bahia para a próxima segunda-feira, 19. Serão contemplados Camaçari, Candeal, Itaparica, Lauro de Freitas, Mata de São João, Salvador, São Francisco do Conde e Vera Cruz, com objetivo de imunizar 3,3 milhões de pessoas.
“Estamos fazendo um apelo à população que compareça às unidades de saúde. A campanha está pronta, as vacinas e as seringas estão entregues, nossos agentes estão treinados para a ação”, destacou o ministro, que quer cobertura de 90% nestas áreas para inibir a infestação da doença.
Barros informou que R$ 8,2 milhões foram liberados ao estado em janeiro. Ao todo, o ministério repassou R$ 54 milhões para os estados da Bahia, São Paulo e Rio de Janeiro. Estes dois últimos, que estão em campanha desde janeiro, vacinaram apenas 19% do público-alvo.
De 1º de julho de 2017 a 15 de fevereiro deste ano, foram confirmados 407 casos de febre amarela, 183 em São Paulo, 157 em Minas Gerais, 68 no Rio de Janeiro e um no Distrito Federal. Foram registrados 44 óbitos em Minas Gerais, 46 em São Paulo, 27 no Rio de Janeiro e um no Distrito Federal. No mesmo período do ano passado, foram 532 casos e 166 óbitos confirmados.
Tigre asiático
O Instituto Evandro Chagas, vinculado ao Ministério da Saúde, detectou o vírus da febre amarela no mosquito Aedes albopictus, conhecido como tigre asiático. Estudos estão sendo realizados para verificar se ele também é transmissor da doença, o que não está confirmado.
Barros afirmou que vai ser feita uma “força-tarefa” de captura de mosquitos, em especial nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia, para a pesquisa, que deve durar entre 45 e 60 dias.
“Nós esperamos ter todo o cuidado e cautela de averiguar as possibilidades para que possamos controlar os episódios de febre amarela no Brasil”, disse.
O diretor do instituto, Pedro Vasconcelos, disse que é a primeira vez que é encontrado o vírus da febre amarela no tigre asiático, que, segundo ele, é um mosquito que circula em meios rurais, silvestres e periurbanos.
O Ministério da Saúde mantém a informação de que não há confirmação de caso de febre amarela urbana no Brasil e de que não há registro de mosquitos Aedes aegypti infectados com o vírus da doença.
De acordo com o órgão, todos os casos registrados no Brasil são silvestres, ou seja, a doença foi transmitida em ambientes de mata por mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes.

 

Da Redação: (esplanadagora@gmail.com) 
Foto: Reprodução
Fonte: A Tarde

Projeto de lei proíbe adicionar pessoas em grupos do WhatsApp sem autorização

Acordar de manhã e, ao conferir as mensagens de WhatsApp, se deparar com aquelas fotos de “Bom dia” no grupo da família. Ou então receber as famigeradas correntes, que reúnem de tudo, desde notícias falsas até aquele característico alerta: “Se você não enviar esta mensagem para 10 pessoas, algo acontecerá em sua vida”.
Tudo isto poderia ser evitado se você não fosse colocado em um desses grupos contra sua vontade. É possível sair, mas o aplicativo dedura para todo mundo. E, então, aquele amigo ou familiar inconveniente pode inclui-lo de novo. No entanto, isso pode acabar. A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) propôs um projeto de lei que altera o Marco Civil da Internet e exige que os usuários do aplicativo deem previamente seu consentimento para serem colocados nos grupos.
De acordo com a Agência Senado, o Projeto de Lei do Senado (PLS) 347/2016 trata da inclusão em grupos, páginas e comunidades de redes sociais; isso impacta WhatsApp, Facebook, Telegram e outros. No texto, a senadora prevê que, para adicionar usuários, o consentimento “deve ser livre, específico, inequívoco e informado”. Uma emenda do senador Romero Jucá (PMDB-RR) vai além em relação ao WhatsApp. Caso o aplicativo não peça permissão para incluir alguém em grupos, poderá pagar “dano moral ao titular dos dados”. O projeto foi aprovado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado na última quarta-feira (7). Entretanto, ainda precisa ser votado na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT), ir ao plenário no Senado, ser aprovado pela Câmara dos Deputados, e por fim ser sancionado pelo presidente.

 

Da Redação: (esplanadagora@gmail.com) 
Foto: Reprodução
Fonte: Bahia Notícias

Prefeitura de Entre Rios tem inscrições abertas para concurso público com vagas para nível fundamental, médio e superior.

A Prefeitura de Entre Rios tem inscrições abertas para concurso público com vagas para nível fundamental, médio e superior. Ao todo, são 150 oportunidades para contratação imediata e formação de cadastro reserva.Para participar do processo seletivo, os interessados devem fazer as inscrições no site da Planejar Concursos até o dia 19 de fevereiro. A taxa de participação vai de R$ 50 a R$ 90, varia conforme o nível de capacitação do candidato. 

As vagas para nível fundamental são para os cargos de auxiliar administrativo (15), auxiliar de cozinha (5), auxiliar de higiene (5), auxiliar de Serviços Gerais (30), coveiro (2), motorista de veículos leves (4), motorista II (4), operador de máquinas (2) e porteiro (2); para nível médio/técnico são de agente de fiscalização ambiental (2), assistente administrativo (10), assistente itinerante (4), auxiliar administrativo PSF, condutor de Veículo escolar (2), fiscais de obras e postura (2) e de tributos (3), guarda municipal, técnicos em alimentação, biblioteca (2), contabilidade (3), enfermagem, enfermagem PSF, equipamento, infraestrutura, laboratório – análises clínicas (1), multimeios didáticos (2); orientação escolar, radiologia (1) e em tradução e interpretação libras e/ou braile (4). 

Já as vagas para nível superior são para os cargos de advogado (2), analista sanitarista e ambiental (1), analista urbanístico e ambiental (1), assistente social (2), bioquímico (1), coordenador pedagógico (5), enfermeiro (4), enfermeiro PSF(1), engenheiros ambiental (1) e civil (1), farmacêutico (1), fisioterapeuta (1), fonoaudiólogo escolar (1), médicos nas especialidades de anestesista (1), cardiologista (1), cirurgião letivo (1), dermatologista (1), ginecologista (1), Obstetrícia (2), Oftalmologista (1), pneumologista (1), psiquiatria (1), plantonista (7) e PSF (2), nutricionista (1), nutricionista escolar (1), dentista PSF (1), psicólogo escolar (1) e psicopedagogo.

O processo seletivo consiste em prova objetiva, prevista para acontecer no dia 11, e prova de títulos. Os aprovados atuarão em jornadas de trabalho de 20h a 40h semanais, com salários que vão de R$ 800 a R$ 6.600.

 

Da Redação: (esplanadagora@gmail.com) 
Foto: Reprodução
Fonte: IBahia

Carnaval: Em primeiro ano oficial, mototáxi transporta 60 mil; não há mortes em acidentes

Modal que entrou como novidade neste Carnaval – ao menos oficialmente, após a regulamentação, no ano passado – o mototáxi foi responsável por transportar 60 mil pessoas durante a folia neste ano. Nos ônibus o movimento foi amplo: 4.778.980 circularam no sistema convencional de ônibus, 189.213 no sistema complementar e 535 mil na linha gratuita Lapa-Calabar. Mais de 200 mil foliões usaram os táxis – neste caso, 320 foram abordados, com 31 taxistas atuados, além de registro de 53 recusas de passageiros e 22 cobranças de tarifa fora do taxímetro.
O Elevador Lacerda funcionou gratuitamente durante os festejos e transportou 224 mil pessoas; o Plano Inclinado Liberdade / Calçada, 38.215 pessoas. Ao todo, durante o Carnaval, entre quinta-feira (8) e Quarta-Feira de Cinzas (14), foram autuados 7.879 veículos foram autuados por infrações de trânsito, número 17,5% maior no mesmo período do ano passado. Não houve registro de morte em acidente de trânsito, enquanto em 2018 houve três vítimas.
Aconteceram, no entanto, 56 acidentes com 65 vítimas, enquanto em 2017 foram 48 acidentes com 52 feridos. Durante as ações de fiscalização, 636 veículos foram removidos pela Transalvador. Assim como no ano passado, não houve autuações por alcoolemia entre os 3.970 condutores profissionais abordados. Já entre as 2.546 abordagens de rotina da Lei Seca, 346 motoristas foram autuados e um deles foi conduzido à delegacia por ser enquadrado em crime de trânsito.

 

Da Redação: (esplanadagora@gmail.com) 
Foto: SECOM Salvador
Fonte: Bahia Notícias

Por trabalhar e estudar, Luiz Argolo acumula 400 dias de redução da pena de prisão

O ex-deputado federal baiano Luiz Argolo, preso na Lava Jato em abril de 2015 e transferido do Complexo Médico Penal de Pinhais, no Paraná, para a Bahia em dezembro de 2017, conseguiu reduzir 29 dias da sua pena. O ex-parlamentar foi condenado pelo juiz federal Sérgio Moro a 12 anos e oito meses de prisão  por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
A remição da pena em 29 dias ocorreu após retificação feita pela juíza de direito Maria Angélica Carneiro, da 2ª Vara de Execuções Penais do Tribunal de Justiça da Bahia. “Analisando os autos, verifico de início ser necessária a retificação da quantidade total dos dias remidos como bem observou o Ministério Público, primeiramente porque o atestado de página 166 informa que o penitente estudou por 180 horas, o que opera a remição de 15 dias e não de 13 dias como ficou registrado nos autos. Em segundo lugar, o atestado de página 170 noticia que o penitente trabalhou por 43 dias, o que opera a remição de 14 dias de trabalho e não 43 dias como consignado”, detalhou a magistrada em seu despacho. 
Com a correção, o ex-deputado federal acumula um total de 400 dias de remição da sua pena, que devem ser descontados na condenação aplicada pela Justiça Federal do Paraná.
No despacho que retificou a remissão da pena, a juíza Maria Angélica Carneiro também negou um pedido da defesa de Argolo para colocar o processo em sigilo. “Quanto ao pedido de sigilo processual, o mesmo não merece acolhida uma vez que a regra é que os processos sejam públicos, salvo “quando a defesa da intimidade ou o interesse social exigirem” (art. 5º, LX da Constituição Federal), o que evidentemente não é o caso dos autos. Em que pese tratar-se o penitente de pessoa pública e que a repercussão dos fatos pelos quais o apenado fora condenado atraia o interesse jornalístico, bem como que o tempo de prisão afete os familiares do sentenciado, tais situações não autorizam a decretação de sigilo dos atos processuais”, frisou a magistrada.
A defesa de Argolo também pediu a progressão do regime, mas a juíza solicitou informações à direção do Complexo Médico Penal de Pinhais e à 13ª Vara Federal de Curitiba.

 

Da Redação: (esplanadagora@gmail.com) 
Foto: Reprodução
Fonte: Bocão News

BRASIL: Partidos terão R$ 2,5 bilhões de recursos públicos para campanha eleitoral

Os partidos brasileiros terão R$ 2,5 bilhões de recursos públicos para usarem nas campanhas eleitorais dos candidatos nas eleições de outubro.
O montante é formado pelo Fundo Partidário, que teve R$ 888 milhões liberados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e pelo fundo público eleitoral, o ‘Fundão’, que teve R$ 1,7 bilhão aprovado pelo Congresso Nacional no ano passado. 
De acordo com reportagem do jornal O Estado de S. Paulo desta quarta-feira (14), a utilização do uso do Fundo Partidário nas eleições causa divergências entre os partidos. As legendas mais estruturadas queriam barrar o uso dos recursos sob o argumento de que seria desleal a competição com siglas menores, que conseguem guardar verba ao longo do ano para despejar na eleição de seus candidatos, enquanto as siglas maiores precisam investir os valores para manter o dia a dia partidário. 
Segundo a publicação, o partido mais beneficiado com o Fundo Partidário é o PT, que terá direito a R$ 118 milhões. O PSDB terá R$ 97 mi; MDB, R$ 95 mi; PP, R$ 57 mi; PSB, R$ 56 mi; PSD, R$ 53 mi.
As legendas que vão ter menos recursos são: PCB, R$ 1,8 mi; PCO, R$ 1,4 mi; PMB, R$ 1,2 mi; Novo, R$ 1,2 mi.

 

Da Redação: (esplanadagora@gmail.com) 
Foto: Reprodução
Fonte: Bocão News

AGRONEGÓCIO: Salários na área podem chegar a 25 mil

Oferta de vagas com perfil técnico na Região Oeste da Bahia cresceu em 18%
Nos últimos anos, o campo tem sido um terreno fértil para o crescimento profissional. A oferta de empregos com perfil técnico voltados para o Agronegócio, na Bahia sobretudo na região Oeste, aumentou em 18% na comparação entre 2016 e 2017.  Segundo a recrutadora Michael Page, dois fatores contribuem para o cenário: de um lado, a modernização das fazendas e do setor; do outro, os altos salários e a concorrência menor, quando comprado aos grandes centros.
“Tem sido muito comum ver profissionais de setores da indústria e serviços, como contadores e administradores, por exemplo, migrando para o agronegócio por conta da competição ferrenha dos grandes centros e o valor dos salários”, afirma o gerente da Michael Page para o Nordeste, Marcelo Botelho. 
Ainda de acordo com levantamento feito pela empresa recrutadora, os cargos mais demandados no ano foram direcionados às áreas de operações, finanças e vendas. Entre eles estão os gestores de fazenda (R$ 10 a R$ 25 mil), coordenadores técnicos  em irrigação, tratos culturais, monitoramento de pragas, controle de qualidade (R$ 6 a R$ 12 mil), controller (R$ 12 a R$ 16 mil), coordenadores e gerentes comerciais (R$ 7 a R$ 12 mil). As contratações para a área de Operações representaram 50%, seguida por Finanças (30%) e Vendas (20%). 
Maior oferta
Esta é a motivação que levou o estudante de Medicina Veterinária Israel Santos Júnior a permanecer no campo. Após concluir um curso técnico em Agropecuária e outro em Supervisão Agrícola no Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), ele optou pela graduação. No momento, ele faz estágio em uma fazenda que tem um rebanho total de 4 mil cabeças. “Aqui na minha região, em Barreiras, falta um suporte técnico para atuar nos rebanhos. Foi aí que eu vi a oportunidade”.
Para o presidente  da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb), Humberto Miranda, se antes as pessoas tinham o sonho de sair do campo para estudar e trabalhar nos grandes centros urbanos, o que acontece hoje é o movimento contrário. “A capacidade em gerar empregos tem provocado essa migração no sentido contrário. Tanto as máquinas quanto os serviços precisam de gente qualificada. A modernização do campo tem colaborado muito com esse retorno”.
Ele destaca também as regiões com maior potencial de geração de oportunidades, além do Oeste. “O Vale do São Francisco, com a fruticultura, junto à região do Extremo Sul e a da Chapada Diamantina são os principais polos geradores (de empregos). As fazendas querem especialistas. É preciso ser bom no que faz e conhecer a fundo aquela atividade para dar o retorno econômico que a propriedade está buscando”, aponta.   
ONDE SE QUALIFICAR
Agronomia e Agronegócios   Os cursos da Faculdade Unyleya são totalmente digitais. Há cursos de pós-graduação em Agricultura de Precisão e Tecnologia de Produção.http://unyleya.edu.br/pos-graduacao-ead/
Técnico em agronegócio   Pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). Confira em  etec.senar.org.br.
MBA em Agronegócio pela Universidade de São Paulo (USP)  O curso é na modalidade EAD. Mais informações em mbauspesalq.com/ pt/cursos/agronegocio/.
 Agronegócios pela FGV Online  O curso também é a distância. Site  www5.fgv. br/fgvonline/
Tecnólogo em agronegócio pela Unicesumar (EAD)   Há polos de ensino em Salvador e outros 19 municípios. Ver www.unicesumar.edu.br 
Gestão do Agronegócio (EAD)  O curso de tecnólogo também conta com polos de ensino no estado. Site www.unisul.br
MBA em Gestão de Agronegócio   O curso  é ofertado pela Faculdade Batista Brasileira (FBB).   Ver www.fbb.br
Tecnólogo em agronegócio   Na Unijorge. O curso de graduação é presencial.  Site www.unijorge.edu.br
 
Da Redação: (esplanadagora@gmail.com) 
Foto: Acervo Pessoal
Fonte: Correio

BLOCO CANCELADO: Em cima da hora prefeitura de Esplanada manda mini trio ao invés de trio e bandas se negam a tocar

Se Atrapalhe e Venha, tradicional bloco de Esplanada com mais de 10 anos de história, teve que cancelar oficialmente a sua saída marcada para essa terça (13/02), por conta da troca de trio elétrico por um mini trio, patrocinado pela prefeitura de Esplanada conforme é feito todos os anos.
Centenas de foliões já estavam transvestidos para a edição 2018 dessa manifestação cultural de Esplanada, quando o seu organizador se deparou com a chegada do mini trio ao invés do trio.
Segundo informações levantadas, as bandas que iam se apresentar no bloco e que tem um volume grande de instrumentos, ocupando um espaço relativamente expressivo na estrutura de um trio elétrico, não teriam condições físicas de realizar uma apresentação em cima do mini trio que disponibilizaram.
 
Um dos organizadores do evento, mais conhecido como Neguinho, publicou uma nota, justificando o cancelamento do evento. Leia parte da nota publicada:
Boa tarde a todos os membros da organização e participantes do bloco se atrapalhe e venha k. Aos moradores admiradores deste que é um bloco tradicional do município.
Venho através dessa informar que o evento na qual sairia hoje dia 13 de fevereiro foi adiado por motivos chuvas e também por motivo do mini trio não atender aos critérios que possa suportar uma banda de porte como Pago Hits intense Baets e Jan e a carreta. O meu pedido de desculpas referente a está situação deve-se ao apoio incondicional de todos vcs e será a vcs que devo satisfação.
Todo apoio das polícias e guarda foi de cidade atendido e chegaram pontualmente. Estou neste momento me alto desligando da comissão organizadora deste, por entender que não posso mais conduzir não por falta de profissionalismo, mais porque a politicagem nos deixa sem braços sem pernas e o povo não merece nada disso e nem tão pouco eu.
Neguinho
Até o fechamento dessa matéria as produtoras de eventos que prestam serviço a prefeitura não se manifestaram sobre o ocorrido.
Da Redação: (esplanadagora@gmail.com) 
Fotos: Bloco Se Atrapalhe e Venha.

Prefeitura investe e coloca o Conde como um dos maiores destinos do litoral norte baiano em turismo e lazer

Cachoeiras, praias, gastronomia e cultura são ingredientes relevantes para chamar à atenção dos visitantes que buscam esse mix durante a sua estadia em um destino turístico. E o Conde vem se fortalecendo e se posicionando como um grande destino turístico e de lazer com as ações realizadas pela gestão municipal.
Em menos de 20 dias o prefeito Dudu Vieira (PMDB) promoveu dois grandes eventos de cunho regional e demonstrou o quanto o Conde está se fortalecendo no trade turístico. O I Festival de Coco foi uma inciativa muito importante para fomentar oportunidades e promover a troca de experiência num mercado de extrema importância que é a do coco e seus insumos. O festival atraiu diversas empresas importantes do setor e houve a participação de muitos municípios durante o evento.
Para fechar com chave de ouro o primeiro festival do coco, a prefeitura trouxe os shows do Harmonia do Samba, Saulo e Danniel Vieira que transformaram a praça pública em um grande grito de carnaval antecipado com milhares de foliões.
Quem pensou que acabaria por aqui os festejos, se enganou. A prefeitura organizou seu carnaval no Sítio do Conde, e atrações como Seu Maxixe, Ju Moraes, Afrodisíaco e o ex-cantor da Timbalada Ninha, deram o tom de como seria essa folia até a noite de ontem (12/02).

Este slideshow necessita de JavaScript.

Praça lotada, um esquema forte de segurança com o suporte da Polícia Militar que teve uma atuação brilhante. A secretaria de assistência social com a sua equipe fazendo a campanha contra o trabalho infantil entre outros que mostrou que festa se faz com responsabilidade.
“Sou de Aracaju, estive aqui no show de Saulo e voltei para o carnaval! Esse lugar é maravilhoso e tudo tá muito legal!” Disse uma turista de Sergipe.
“Esse é o segundo ano que eu alugo uma casa para passar o carnaval aqui no Conde. Além da festa, o que me chamou à tenção foi a coleta de lixo. Quando você menos espera, tá tudo limpinho! Parabéns ao prefeito e a sua equipe!” Disse outro turista.
“Já fazia tempo que o Conde não tinha um carnaval tão animado assim. Estou com 68 anos e vim trazer a minha neta para brincar e dançar. Festa de paz e alegria!” Disse uma moradora do Sítio do Conde.
Quem circulava no local do evento percebia a organização com a praça de alimentação, sanitários químicos e até mesmo a estrutura de entrada e saída de veículos.
A produção do evento ficou por conta da conceituada LB Produções, que mostrou que sabe fazer evento de qualidade, trazendo para a grade artísticas um dos maiores compositores da Bahia, o cantor Pierre Onassis, no comando da Banda Afrodisíaco, deu um show na noite de ontem (12/02), trazendo grandes sucesso como Vixe Mainha, Requebra, Cara Caramba entre outros que levou a multidão a loucura.
A prefeitura conta com o apoio do Governo do Estado e da Bahiatursa. Hoje ainda (13/02) tem carnaval no Sítio do Conde.

 

Da Redação: (esplanadagora@gmail.com) 
Fotos: Dáfnis Macédon – Ascom Conde
 

Protagonistas do circo em que se transformou a política são alvos de foliões

Denúncias contra a miséria, a corrupção e a crise política e moral entram no enredo das escolas de samba e dão o tom da maior festa popular do Brasil neste ano.
A realidade se impôs sobre a imaginação no carnaval deste ano. Desde 1989, quando a Beija-Flor de Nilópolis desfilou, no Rio, com seus “Ratos e urubus: larguem a minha fantasia” e um Cristo censurado, não se anunciava uma festa como essa, tão orientada para denunciar as grandes mazelas nacionais, como a miséria e a corrupção e para avançar, no ritmo do samba, nas referências ao atribulado momento político. O que se verifica neste ano é que a crítica social se aprofundou, assim como a consciência da crise moral que assola o país. A folia se politizou. No Rio de Janeiro, os protestos sociais aparecem em pelo menos três escolas de samba, que se sobressaem por apresentar enredos com questionamentos ao difícil momento nacional: Beija-Flor, Estação Primeira da Mangueira e Paraíso do Tuiuti. Em São Paulo, a Império da Casa Verde, com seu enredo baseado em “Os Miseráveis”, livro de Victor Hugo, destaca a luta contra a corrupção e os privilégios restritos a uma pequena parcela da população. Também os blocos enchem as ruas cariocas e paulistanas de gritos de guerra contra o cerceamento da liberdade, a volta da febre amarela, os auxílios dados aos juízes, a intolerância religiosa e de gênero e o preconceito racial.
Fundada há 90 anos, a Estação Primeira de Mangueira, estréia, em 2018, no quesito samba politizado com o enredo “Com dinheiro ou sem dinheiro, eu brinco” — e o alvo principal é o prefeito do Rio, Marcelo Crivella. “O momento político que o Brasil vive é muito delicado. Há uma influência da onda conservadora que extrapola a cultura da sociedade”, afirma o carnavalesco Leandro Vieira. “A chegada do prefeito Crivella ao Rio de Janeiro é isso. Ele representa o avanço da mistura explosiva entre política e religião, é o prefeito de uma cidade que tem uma festa libertária que ele não gosta.” O pomo da discórdia entre a Mangueira e Crivella é o corte das verbas destinadas às escolas de samba do Rio no carnaval deste ano.
Segundo Vieira, o prefeito tentou justificar a medida com o argumento de que o dinheiro seria destinado para as creches municipais, o que revela uma visão errada do carnaval, que além de representar a cultura popular é uma enorme fonte de receitas para a cidade do Rio. “O enredo da Mangueira é um tributo à cidade, à sua essência festiva, seu caráter plural, mundano e livre. A Mangueira veio dizer que a rua é do povo e nosso enredo é um tributo à liberdade — tudo o que o prefeito não quer”, diz Vieira.
 
O tom mais politizado e crítico dos desfiles deste ano, na avaliação dos próprios carnavalescos, tem relação com a renovação do público da festa, que busca uma maior conexão com o mundo real. Com seu enredo “Monstro é aquele que não sabe amar. Os filhos abandonados da pátria que os pariu”, a Beija-Flor pretende claramente atingir uma plateia mais jovem, que vai para o Sambódromo mas mal assiste aos desfiles porque não se interessa pelos temas apresentado pelas escolas. “Houve uma pasteurização do espetáculo que não gera atração”, afirma o coreógrafo Marcelo Missailidis, responsável pela concepção cênica da Beija-Flor. ”A preocupação de nosso enredo não foi só com o potencial cênico, mas também com um conteúdo que interesse.
Falamos das preocupações de hoje: medo de viver em cidade grande, falta de confiança nos representantes políticos, abandono, angústia da população em todas as camadas sociais.” Em outras palavras, o desfile da escola poderia ser considerado uma grande manifestação política com invólucro artístico. E qual o significado do rato gigante que aparece em um dos carros alegóricos? “É o maior símbolo de corrupção do Estado do Rio. O rato representa toda a imundície, a sujeira da política hoje em dia. Aquilo que corrói a ética. Percebemos hoje que as decisões políticas sempre foram rodeadas por corrupção e ganância”, afirma Missailidis.
O poder do riso
“O riso é uma arma muito poderosa”, diz o pesquisador do carnaval e professor de marketing de massa da Universidade Mackenzie José Maurício Conrado, para ele, o carnaval já traz embutida uma crítica social. “O desfile da Beija-Flor em 1989 foi emblemático por conta do período histórico em que o País se encontrava”, afirma, relembrando a expectativa nacional pela redemocratização com as eleições diretas para presidente, que ocorreram no mesmo ano. Em 2018, ano eleitoral e de polarizações ideológicas, o ambiente social e político se tornaram perfeitos para esse tipo de abordagem. “O carnaval tem essa veia de crítica social. É normal que isso aconteça. Mas parece que este ano ele está mais sintonizado com essas questões”, afirma. “Elas apareceram com muita força porque há mudanças em curso.”
O escritor e sambista Haroldo Costa, outro especialista em carnaval, afirma que temas políticos em sambas enredo são frequentes: “Em diversas oportunidades as escolas realizaram enredos com alusões ou fatos políticos”, afirma. A lista remonta à década de 1950, com “O Grande Presidente”, da Mangueira, em 1956, e segue com “Heróis da Liberdade”, da Império Serrano, em 1969, “Kizomba, Festa e Raça”, da Vila Isabel, de 1988 e “Prestes, o Cavaleiro da Esperança”, da Grande Rio, em 1998. Costa faz questão de afirmar que as escolas de samba não são alienadas, como alguns insistem. Durante a Segunda Guerra Mundial, muitos enredos focaram na presença do Brasil no combate ao nazismo, lembrou. Segundo ele, “não há a menor dúvida de que as escolas têm contribuído de modo efetivo para realçar episódios e personagens que os livros escolares pouco ou nada registram.”
A questão racial e o imperativo da liberdade do homem entrará em discussão no samba da Paraíso do Tuiuti. O enredo “Meu Deus, Meu Deus, Está Extinta a Escravidão?” tem como pano de fundo a Lei Áurea e trata da exploração do homem pelo homem no decorrer das civilizações. “Mostra que o negro que era açoitado ficou preso na favela e é marginalizado. Acorda às 3h da madrugada para pegar o ônibus às 5h e ir trabalhar por menos de um salário mínimo, diz Thiago Monteiro, diretor de carnaval da escola. “As críticas não são personificadas em um governo, mas sim em um sistema no qual as grandes corporações exploram o ser humano pagando salários indignos. Nosso enredo é, na verdade, um grande tratado da exploração humana”, afirma.
Pátria amada
 
“Monstro é aquele que não sabe amar. Os filhos abandonados da pátria que os pariu” BEIJA-FLOR DE NILÓPOLIS
Vejo a liberdade aprisionada
Teu livro eu não sei ler, Brasil!
Mas o samba faz essa dor dentro do peito ir embora
Feito um arrastão de alegria e emoção o pranto rola
Meu canto é resistência
No ecoar de um tambor
Vêm ver brilhar
Mais um menino que você abandonou
Oh pátria amada, por onde andarás?
Seus filhos já não aguentam mais!
Você que não soube cuidar
Você que negou o amor
Vem aprender na Beija-Flor
 
 
 Referência ao panelaço 
Em São Paulo, a escola de samba Império de Casa Verde ocupará a avenida com o propósito de fazer o público se divertir e pensar. O tema do enredo é “O povo: a nobreza real” e trata da revolução francesa. Mas é impossível ouvir a composição e não relacionar com o cenário que se vê no Brasil. O tema é histórico e atual: muitos com pouco e poucos com muito. As diferenças sociais são bem destacadas no enredo, nos carros alegóricos e nas fantasias. O samba canta as regalias das classes dominantes e a pobreza do povo, que se revolta contra essa situação e provoca uma revolução. No desfile, a ideia da escola é mostrar que o povo venceu os desafios e terminou comemorando em uma grande festa: o carnaval, é claro. De acordo com o carnavalesco Jorge Freitas, a relação com o período histórico e a atual situação do Brasil foi proposital, mas ele afirma que a escola não quer tomar nenhum partido. Segundo ele, a intenção é mostrar que o povo unido é forte. “Só mudou o tempo. O povo, no boca a boca, tem força. Se ele se unir, no nosso reino há justiça”, afirma. Em um dos carros, inclusive, a escola irá trazer o que ficou conhecido como “panelaço”: “Quem estiver assistindo, vai estar se vendo. É histórico e contemporâneo”, afirma. Freitas também explica que uma das obrigações da arte é trazer uma reflexão para a sociedade e que a intenção dele não é ser nem “coxinha” nem “petralha”, mas mostrar que muitos anos se passaram e pouca coisa mudou em relação à liberdade, igualdade e fraternidade, que é o lema da revolução francesa. “O povo se manifesta através da alegria. Quem dera que eu não precisasse falar disso em um enredo”. Um dos onze compositores do samba da Império, Luciano Godoi, explica a intenção da letra: “A gente queria passar, de alguma forma, essa mensagem de que isso aconteceu lá atrás, mas está acontecendo hoje”. Em determinado momento, a música convoca: “Vem pra rua”, slogan que ficou conhecido nas manifestações de 2013. De acordo com Godoi, “não é que a gente quis exaltar um grupo, mas é para mostrar que quando o povo vai para a rua, ele consegue tomar as rédeas.”
No pré-carnaval de São Paulo, o bloco Acadêmicos do Baixo Augusta, um dos maiores e mais disputados da capital, trouxe a mensagem “É proibido proibir”, referência aos movimentos de contestação de 1968. Em vários momentos era possível ouvir os foliões cantando músicas de protesto como “Para não dizer que não falei das flores”, de Geraldo Vandré, e “Apesar de você”, de Chico Buarque. As canções ficaram famosas durante o período da ditadura militar, quando a censura atingia também o carnaval. Cheios de artistas, os trios elétricos do bloco passaram pela Rua Consolação, no centro de São Paulo, com discursos poderosos sobre liberdade de expressão. Em um dos carros, artistas de grupos de teatro da região central fizeram uma performance em que apareciam nus. A cantora Maria Rita cantou “Como nossos pais”, música de Belchior que se tornou clássica ao ser interpretada pela mãe dela, Elis Regina. Em vários momentos, os foliões também participaram das manifestações e gritavam “Fora Temer” e “Volta Lula”.
A hora da mudança
“Com dinheiro ou sem dinheiro, eu brinco!” ESTAÇÃO PRIMEIRA DA MANGUEIRA
Chegou a hora de mudar
Erguer a bandeira do samba
Vem a luz à consciência
Que ilumina a resistência dessa gente bamba
Pergunte aos seus ancestrais
Dos antigos carnavais, nossa raça costumeira
*Outrora marginalizado já usei cetim barato*
*Pra desfilar na mangueira*
A minha escola de vida é um botequim
Com garfo e prato eu faço meu tamborim
Firmo na palma da mão, cantando laiálaiá
Sou mestre-sala na arte de improvisar
Ôôôô somos a voz do povo embarque nesse cordão
Pra ser feliz de novo
Carna tríplex
O ex-presidente condenado a 12 anos e 1 mês de detenção também é mote da folia. Foi marcado para o terça-feira 13, às 14h, o “Carna Tríplex”. Organizado pelo grupo Mobilização Brasil, o evento acontecerá em frente ao Edifício Solaris, no Guarujá, onde fica o apartamento que Lula recebeu indevidamente da OAS. Não será a primeira vez que o condomínio vira palco de uma manifestação de foliões. No sábado 3, jovens simpatizantes de Lula realizaram um churrasco em frente ao condomínio para homenagear o ex-presidente. O evento foi batizado de “Churras no Tríplex do Lula” teve carne, farofa e camisetas vermelhas.
Além das escolas de samba e dos blocos, outra forma de politizar a folia apareceu nos centros de comércio popular, caso da região da Rua 25 de março, em São Paulo. Como em anos anteriores, máscaras de políticos estavam à venda junto às tradicionais fantasias para os foliões. As figuras que mais aparecem são os ex-presidentes Lula e Dilma, o juiz Sergio Moro, o “japonês da Federal” e o ministro do STF Gilmar Mendes. Ainda que as vendas não estejam tão em alta, as máscaras, que custam a partir de R$ 4, continuam funcionando como alegoria pessoal para os foliões que querem brincar e protestar ao mesmo tempo.
 
Da Redação: (esplanadagora@gmail.com) 
Foto: Isto é
Fonte: Isto é