Especialista diz que crianças de até dois anos não deveriam ser expostas à televisão

É comum ouvirmos dizer que as crianças e os adolescentes estão trocando a televisão pela internet. No entanto, pesquisa recente mostra que elas estão ficando também mais tempo diante da televisão. Nos últimos dez anos o crescimento médio foi de 52 minutos. O assunto foi tema do programa Ver TV, da TV Brasil. Isabella Henriques, diretora do Instituto Alana, de defesa dos direitos da criança, afirmou, durante as discussões que a exposição às telas é prejudicial para as crianças, especialmente para as muito pequenas: “Crianças de até dois anos de idade não deveriam ser expostas à televisão de qualquer tipo, qualquer tipo de tela”. Fernando Spagnuolo, médico endocrinologista, comentou os prejuízos físicos dessa exposição.
“Se a gente for submeter a crianças a tantas horas de televisão, o que que nós estamos fazendo né? Criando males inúmeros, desde o cognitivo, até osteomusculares e metabólicos”. Já Ana Merces Bahia Bock, psicóloga e professora de psicologia da PUC de São Paulo, defendeu o uso pedagógico das mídias: “A escola deveria incluir a televisão como um instrumento educativo, podendo refletir com as crianças”.
Também participaram do programa Antônio Jorge Pereira, professor de direito da Unifor, em Fortaleza, no Ceará, que em entrevista ao Ver TV ele fala das responsabilidades que as emissoras de televisão devem ter com as crianças e jovens, e Ana Olmos, psicanalista da infância e adolescência e pesquisadora do departamento de psicologia da USP. Ela falou da influência da televisão na formação psicológica das crianças e deu algumas recomendações aos pais. (EBC)
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