Queda no varejo baiano em julho foi de 6,7%, aponta SEI

No mês de julho, o volume de vendas no Comércio Varejista da Bahia registrou queda de 6,7%, em relação a igual mês do ano passado. Na análise sazonal, a taxa foi negativa em 0,9%, em relação à taxa positiva de junho (0,1%). Esse resultado revela que o setor ainda sofre os efeitos da retração da atividade econômica.
Na mesma base de comparação, o varejo nacional apresentou queda de 3,5%. Esses dados foram apurados pela Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizada em âmbito nacional, e analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento. A intensificação da trajetória de queda no comércio varejista da Bahia é atribuída à “frágil confiança dos empresários e dos consumidores, dado o momento de retração econômica”.
Elevadas taxas de juros, inflação, e enfraquecimento do mercado de trabalho acabam impactando de forma negativa na comercialização de bens. Nem mesmo, a quarta edição do Liquida Bahia, verificado entre os dias 03 a 13 de julho, em Salvador, Região Metropolitana e mais de setenta cidades do interior do estado, onde cerca de 10 mil estabelecimentos ofereceram até 70% de desconto nas compras levou há um aquecimento das vendas.
Assim, a falta de perspectiva de melhoras no quadro econômico, diante de um cenário adverso, contribui para que os agentes econômicos retraiam a sua atuação no mercado, com contenção dos investimentos por parte dos empresários, como uma redução do ímpeto de compras por parte dos consumidores.
Em julho de 2015, os dados do comércio varejista do estado da Bahia, quando comparados a julho de 2014, revelam que os ramos que compõem o Indicador do Volume de Vendas, com exceção de Outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,9%), apresentaram resultados negativos. Listados pelo grau de magnitude das taxas em ordem decrescente, têm-se: Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-22,0%); Tecidos, vestuário e calçados (-16,0%); Livros, jornais, revistas e papelaria (-15,0%); Móveis e eletrodomésticos (-11,7%); Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-5,9%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-4,0%); e Combustíveis e lubrificantes (-3,3%).

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