Tente ficar parado ao conhecer mais sobre o Axé e o Forró, ritmos tipicamente brasileiros!

Você sabia que o Axé e o Sertanejo são dois dos ritmos mais populares do Brasil? Pois é, sem contar que ambos são tipicamente brasileiros e conseguiram se adaptar a mudanças culturais, movimentos sociais do país e ainda inovaram bastante para sempre agradar ao público com novidades.
O Axé, por exemplo, surgiu em manifestações populares em Salvador durante o carnaval da década de 80. Como o brasileiro sempre foi muito criativo, o frevo, o maracatu, o forró, o reggae e ritmos africanos se juntaram para criar um único estilo musical.
Para quem não sabe, o nome “axé” é uma saudação religiosa do candomblé e da umbanda, que significa “energia positiva”. E é isso que envolve os carnavais fora de época, as micaretas e até mesmo a trilha-sonora do churrasco de domingo com muito sol e piscina. Esse ritmo musical conquistou um lugarzinho nos estilos mais valorizados pelos brasileiros, ainda mais com grandes músicos que entraram para a história, como Ivete Sangalo, Bell Marques, Claudia Leitte, Asa de Águia, Daniela Mercury, Jammil e muitos outros.
Uma curiosidade que muitos podem não saber é que O Canto da Cidade, álbum de Daniela Mercury, é considerado responsável por levar o Axé ao público brasileiro. Mas deixando a Bahia e indo em direção a Goiânia, temos outro ritmo que faz o coração tupiniquim bater mais forte: o sertanejo!
Ele, que lota casas noturnas e sempre vende todos os ingressos de shows e rodeios, também tem uma origem popular, porém é um ritmo mais antigo que o Axé, tendo surgido no começo de 1900. Apesar de ter, desde então, se adaptado às mudanças e praticado as inovações, há sempre uma única tradição: duplas! Pois é, as duplas sertanejas são marcantes nesse estilo musical, dois músicos tocam instrumentos e dividem os vocais na grande maioria das vezes.
A princípio, quando surgiu, o Brasil ainda tinha coronéis no poder, principalmente na região do Nordeste. A música era uma forma de expressão contra esse tipo de repressão e as letras, ao som da viola, contavam histórias típicas do homem do interior. Foi só em 1929 que surgiu o sertanejo mais conhecido hoje em dia, com cantos rurais do interior paulista e que focava no modo de vida do homem do campo. Tonico e Tinoco, por exemplo, é uma importante dupla dessa época.
A outra fase do sertanejo veio logo após o fim da Segunda Guerra Mundial, já que o estilo abriu as portas para novos instrumentos como o acordeom e a harpa, por exemplo. A dupla de maior destaque dessa época era formada por Milionário e José Rico, que modernizaram o sertanejo com violino e trompete.
Com a guitarra elétrica, na década de 70, o ritmo foi obrigado, novamente, a se adaptar, algo que fez com muito sucesso, principalmente quando Sérgio Reis passou a se dedicar ao estilo na Jovem Guarda. Sem contar, é claro, com grandes nomes como Zezé Di Camargo e Luciano, Chitãozinho e Xororó e Leandro de Leonardo.
Por fim, o sertanejo mais moderno conquistou uma nova fase do mundo da música: o estilo universitário. O ritmo se adaptou às novidades musicais e acrescentou às composições o funk carioca e o brega, por exemplo. Grandes nomes como Victor e Léo, Gusttavo Lima, Luan Santana, e Jorge e Mateus embalam festas, rodeios, casais apaixonados e souberam deixar a identidade musical do Brasil intacta e, claro, dançando muito!