Vendas na BA caem R$ 3,6 bilhões em relação a 2014

Dados da Federação do Comércio (Fecomércio) apontam que as vendas na Bahia caíram 11% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2014. Essa diminuição nas vendas representa uma perda de R$ 3,6 bilhões. Em Salvador o comércio popular é um dos mais afetados. A loja do comerciante Altemário Barbosa chegou a ter 10 vendedores atuando ao mesmo tempo.
Nos dias atuais há apenas um. Pelas contas dele, a queda nas vendas foram muito mais altas do que o índice da Fecomércio. “De abril para ca só fez cair. Aqui caiu em torno de 80% as vendas, em comparação a 2014”, reveleou Altermário. Na Baixa dos Sapateiros, uma dos principais locais de comércio popular na capital baiana, muitas lojas estão fechaando. De acordo com a Associação dos Lojistas da Baixa dos Sapateiros (Albasa), só na região, das 350 lojas, cerca de 50 estão fechadas. “Em épocas anteriores, quando fechava um a loja, sempre tinha alguém querendo abrir imediatamente.
Hoje isso acontece de forma mais lenta. Então nossa preocupação é essas lojas irem fechando, e o comércio perder sua força”, diz Rui Barbosa, presidente da Albasa. Carlos Andrade, presidente da Fecomércio, diz que a entidade está atuando para reverter o quadro. “Nós estamos trabalhando no sentido de fazer promoções, negociar juros com os bancos, negociar condições melhores com os cartões de crédito, para que possamos ter uma sobrevida enquanto a crise não termina”, afirmou. Outro índice preocupante é o número de demissões.
Pesquisa do Ministério do Trabalho destacou que, em julho, o número de demissões na Bahia foi maior que o de contratações. No período foram 2,5 mil vagas a menos. Apesar dos números a entidade acredita que o cenário vai melhorar. “No período do dia das crianças e do natal a tendência é o crescimento”, diz Alfredo Santiago, membro do Sindicatos dos Comerciários. Outro que mantém o otimismo é o empresário Martim dos Santos. “Em dezembro a gente vai botar mais uns cinco ou seis vendedores. A gente não pode ficar o tempo todo achando que nunca vai melhorar. Eu espero que de dezembro em diante, as coisas melhorem”, afirmou. (G1)
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