Estudantes desenvolvem sistema de segurança em capacete para identificar assaltantes em moto

Os estudantes Jhonatas Pinto Santos e Ludmila Gonçalves dos Santos, ambos de 16 anos, do Colégio Estadual Professora Simone Simões Neri, em Inhambupe (169 km de Salvador), desenvolveram, juntamente com colegas de turma, um sistema de segurança implantado em capacetes para identificar e rastrear motociclistas. O projeto “Sistema de câmera e o emplacamento com aplicativo para o capacete do motociclista envolvendo a Matemática” tem o objetivo de facilitar a investigação policial, minimizando o número de crimes e assaltos praticados com o uso de motos nas fugas.
Jhonatas Pinto Santos, do 3° ano do ensino médio, explica sobre o funcionamento do sistema. “Implantamos na parte interna do capacete uma micro-câmera wireless de visão noturna e autocarregável, que filma a imagem da face do condutor e a armazena durante 90 dias e que também serão enviadas para o departamento de trânsito”.
Outro destaque é a placa com QR Code ou Código QR, que é um código de barras bidimensional. “Na parte de trás do capacete adicionamos uma placa adesiva fluorescente na qual consta o número da placa da moto e o QR Code, onde as informações como CPF, RG, grupo sanguíneo e a localização exata do dono do capacete podem ser acessadas através do escaneamento por um aplicativo de leitura de código QR instalado no celular”, diz Ludmila Santos.
Este código facilitará a identificação de quem está pilotando o veículo. “Por meio desse sistema será possível identificar o rosto do condutor mesmo se ele estiver de capacete, pois oficiais e órgãos jurídicos, ao entrarem na rede, podem ter acesso à identidade e a hora que esse meliante praticou o ato. A partir disso, o indivíduo será localizado e receberá a sua devida punição”, explica Jhonatas Santos.
De acordo com a professora de Matemática e orientadora do projeto, Nildete Luz Souza, o projeto foi pensado pelos estudantes para participação na 3ª Feira de Ciências e Matemática do colégio, ao refletirem sobre o alto número de crimes cometidos usando motocicletas no Brasil. “Para a elaboração do projeto, os estudantes realizaram pesquisas e coletaram dados no Detran. Além disso, estudaram conteúdos como dados estatísticos, análise combinatória, sistema binário e leis do trânsito, a exemplo da que obriga o uso do capacete”, explica a educadora.
A professora ressalta que os estudantes “esperam conseguir legalizar o projeto através de um projeto de lei aprovado por legisladores e sancionada por quem de direito, para que ele seja adotado como uma das formas de identificação de meliantes que praticam delitos usando o capacete e a motocicleta”. Ela também informa que o projeto foi premiado com o troféu destaque, na modalidade ensino médio, durante a 10ª Feira Baiana de Matemática, realizada em 2015, como parte do 4º Encontro Estudantil da Rede Estadual, em Salvador. Além disso, foi apresentando no evento de abertura oficial do ano letivo de 2016.

CUIDADO: Golpe no WhatsApp usa McDonald’s para roubar dados

Hackers estão enviando mensagens falsas do McDonald’s para roubar informações de usuários do WhatsApp. Esse golpe, segundo pesquisadores do Laboratório da ESET, está sendo aplicado, principalmente, no Brasil.Para arrancar os dados dos brasileiros, os criminosos enviam uma mensagem pelo aplicativo convidando a pessoa para participar de uma pesquisa. Nela, o usuário precisa responder a quatro questões e, no final, fornecer o seu endereço de e-mail.
Não confie
Muitos usuários caem em golpes como esse, pois os hackers conseguem conquista-los com produtos e serviços de marcas conhecidas.
“Além disso, a alta popularidade do WhatsApp faz com que esse tipo de serviço vire alvo de crimes virtuais”, afirma Camillo Di Jorge, Country Manager da ESET Brasil, em um comunicado.
No caso desse golpe relacionado ao McDonald’s, os hackers ganham a confiança do usuário devido ao uso de uma ferramenta de geolocalização. Ela permite que criminosos utilizem o endereço IP do aparelho móvel para encontrar a pessoa e saber qual é a loja mais próxima. Assim, como o local existe, o usuário realmente acredita que o desconto é real.