Esporte

Na farra dos 28 anos, Neymar expôs o time e revoltou técnico do PSG

Não é por acaso que clubes gigantes europeus não querem Neymar. E até o Barça se divide. Suas atitudes de garoto, fora do campo, afastam interessados

Quando se questiona o motivo de clubes bilionários, poderosos, como Real Madrid, Manchester United, Bayern, Liverpool não tentam Neymar, a resposta está longe de ficar apenas dentro do campo.

Europeus odeiam simulações, é verdade e também chiliques com juízes, ou egoísmo, como querer cobrar todos os pênaltis e faltas próximas da área, para aumentar a estatística pessoal. Pensar mais em si do que no time. Além de duas fraturas no mesmo lugar, o quinto metatarso direito, tudo isso atrapalha demais.

Só que fatal é o que Neymar faz longe dos gramados, não só com ele, mas com o elenco, com os jogadores que o cercam. Depois de 2019 que teria todos os elementos para seu amadurecimento, acontece a segunda fratura no quinto metatarso direito, acusação de estupro e agressão viatura da polícia o procurando na concentração da Seleção, ficar fora da conquista da Copa América, ver o PSG eliminado outra vez da Champions League, Implorar para a diretoria vendê-lo para o Barcelona, ser xingado e ouvir as principais torcidas organizadas do clube francês pedir que fosse embora e ver Tite ser massacrado por defendê-lo.

Nada disso teve efeito.

Depois de um excelente começo de 2020 com a camisa do PSG, impondo seu talento no fraco Campeonato Francês, Neymar não se segura. E apesar da promessa de moderação de alguns dos seus assessores a jornalistas amigos, ele não se controla. E faz uma festa de arrasar, de virar a madrugada, para comemorar seus 28 anos.

Que terminou na madrugada anterior a um jogo importante, difícil, contra o Nantes, em Nantes. Neymar não só fez a festa, como usou o seu prestígio de estrela, para convidar seus companheiros de time. Exatamente como faz na Seleção, durante as noites de folgas nas competições. No time brasileiro é até pior. Porque ele é a referência, o jogador diferenciado. E ninguém quer fazer uma desfeita a um convite de Neymar. O time quase que inteiro o segue.

Na noite do domingo para segunda-feira, a maioria do time do PSG foi até a sofisticada boate Yoyo para a “Festa do Branco”, do brasileiro, devidamente patrocionada pela Red Bull e Replay.  De cabelo cor de rosa, Neymar recebeu Mbappe, Kimpembe, Cavani, Thiago Silva, Verratti, Marquinhos e outros. Quase todo o elenco estava lá.

O que já seria alvo de críticas aqui, no permissivo mundo do futebol brasileiro, na Europa foi visto como total falta de comprometimento.

A festa acabou na madrugada de segunda-feira, em Paris e na terça-feira (04), ontem, foi o jogo contra o Nantes, em Nantes. O PSG, mesmo com um elenco muito melhor, sofreu para vencer por 2 a 1. Neymar não jogou. O clube alegou que ele teve um problema na ‘cartilagem da costela’. Nada o que o impedisse, por exemplo, de dançar na festa.

Thomas Tuchel não pôde fugir da pergunta óbvia após o jogo de ontem.

Se seus jogadores estavam cansados por causa da festa de Neymar.

“Sim, mas o que posso fazer? Se eu deixo de lado todos os jogadores que estiveram na noite, eu não tenho time.”

Vexame que o treinador, com fama de rígido na Alemanha, teve de se submeter graças a Neymar.

Não foi por acaso que Tuchel não apareceu na festa. Assim como o presidente e dono do PSG, Nasser Al-Khelaifi. E também o diretor-técnico Leonardo.

Todos estavam revoltados com a festa, com a postura do jogador mais caro da história do futebol. Neymar poderia adiar ou antecipar a farra, mas não quis.

Essa atitude repercute hoje, quarta-feira, dia 5 de fevereiro, dia do aniversário de Neymar.

Em vez de amadurecer, ele mantém o comportamento de um garoto mimado.

Tem patrimônio de centenas de milhões de reais, mas seu prestígio como grande jogador regride e ninguém o cogita como melhor do mundo.

Apenas parte da direção do Barcelona ainda pensa em contratá-lo no meio do ano.

Embora Messi peça publicamente por ele, o comportamento de Neymar fora de campo não combina mais com o que o Barcelona exige de um atleta.

E há a incerteza se ele vai conseguir se adequar, como quando tinha 21 anos, em 2013.

Fora o rancor pelo brasileiro ter virado as costas ao clube da Catalunha, pelo dinheiro do PSG.

Neymar sonha com a volta ao Barcelona.

Mas o Barcelona já sonhou mais com Neymar.

Festa pelos 28 anos, ele já fez.

Se expôs de novo, de maneira desnecessária.

Será cobrado com intolerância, daqui a 13 dias, na primeira partida das

oitavas-de-final da Champions, contra o Borussia Dortmund, que tirou a Inter de Milão na fase de grupos, e faz excelente campeonato alemão.

Assim como na reta final do Francês, nas Eliminatórias para a Copa do Mundo, na Copa América, na Argentina.

Tudo já seria muito difícil para um jogador com tanto talento.

Mas fica tudo pior pelo comportamento de Neymar.

Completar 28 anos não quer dizer nada.

A não ser a dispensável festa que promoveu e atrapalhou o próprio time.

Despertou a revolta do técnico, da diretoria, da torcida.

Ele é um homem.

Um grande ídolo do esporte mundial.

Mas segue agindo como um garoto.

De cabelo cor-de-rosa.

Que não aceita ouvir ‘não’.

Só afasta os clubes gigantes europeus.

E trabalha contra a própria reputação, contra o seu legado…

Da Redação do EA

(Por Cosme Rímoli VIA R7)

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