Esporte

Globo desiste. MP de Bolsonaro liberta os clubes já no Brasileiro

A MP, que levou a final do Carioca ao SBT, já vale para o Brasileiro de 2020. Na tevê fechada, são 214 jogos que os clubes podem negociar

18/07/2020

O Flamengo liderou e o Palmeiras, o Athletico Paranaense, o Internacional, o Atlético Mineiro, o Bahia e o Red Bull Bragantino aderiram imediatamente. E convenceram rapidamente Corinthians, Santos, Vasco, Ceará, Coritiba, Atlético Goianiense, Goiás, Fortaleza, Sport. A revolução não tem mais volta.

O domínio absoluto da Globo na tevê aberta acabou e por videoconferência e mensagens de whatsapp, os dirigentes destes 16 clubes fizeram um pacto.  Irão defender com unhas e dentes a Medida Provisória 948, que permitiu que o Flamengo fosse dono da transmissão dos seus últimos três jogos no Carioca.

E se comprometeram a trabalhar com o presidente Jair Bolsonaro, junto à Câmara dos Deputados e do Senado, para que a Medida Provisória vire lei, sem alterações que mude a sua essência: o clube mandante, possa negociar individualmente seus jogos com qual emissora preferir.

Não só na tevê aberta, mas nas emissoras a cabo, no pay-per-view, o pacto desmorona a pirâmide formada por Globo, Sportv e Premiere, que há décadas fez o que quis com o futebol neste país, e já querem colocar em vigor essa alteração no Brasileiro, que começará em agosto.

A situação é impressionante.

Na TV aberta, só o Red Bull Bragantino não assinou com a Globo. E articulava mostrar seus jogos, como mandante, apenas na Internet, mas agora, tem o direito de vendê-los para a tevê aberta, fechada e pay-per-view.

Nada menos do que 214 jogos estão livres para os clubes mandantes negociar e a cúpula da Globo se viu encurralada, sabe que não há o que fazer e não tem capital político para evitar que Bolsonaro faça da Medida Provisória a nova maneira de transmitir futebol no país.

São Paulo, Grêmio, Fluminense e Botafogo não participaram, neste primeiro momento, por insegurança. Por fidelidade à Globo e também porque defendem a briga conjunta, não individual. Criar uma liga de verdade, não como o Clube dos 13, que acabou por tentar deixar de ser submisso à CBF.

Aliás, a cúpula da CBF acompanha a revolução apreensiva.

Porque, por décadas, ela era a intermediária beneficiada na venda dos torneios nacionais dos clubes de futebol. Nos países onde o futebol é mais desenvolvido, como Inglaterra e Alemanha, as Federações cuidam da seleção do país. E os torneios ficam sob o comando dos clubes. Principalmente a sua negociação com as tevês, que é o filé financeiro.

A Globo não vê mais a CBF como parceira, cúmplice e foi obrigada a tentar brigar sozinha contra a MP 948, que deu o direito aos clubes de vender seus jogos. A CBF se calou.

E a final do Carioca foi parar no SBT, apesar de a Globo ter o direito de transmitir todos os outros clubes do torneio.

O manifesto não poderia ser mais claro.

“Porque o torcedor é diretamente beneficiado. A MP acaba com os “apagões”, isto é, os jogos sem nenhuma transmissão, que ocorriam quando um canal tem o direito de um time e outro canal tinha o direito do outro. A situação anterior impedia, por exemplo, que mais da metade dos jogos do Campeonato Brasileiro fossem exibidos na TV fechada. Com mais partidas sendo exibidas, teremos um futebol mais democrático, mais acessível e mais barato.

Porque ela empodera os clubes a negociar seus direitos e incentiva a união entre as equipes. Esse formato prevalece nos principais mercados de futebol do mundo. O Brasil está pronto para esse passo libertador, que certamente será o ponto de partida para outros aprimoramentos. Com a MP, quanto mais os clubes estiverem unidos, mais vão ganhar.

Porque a concorrência vai aumentar. O modelo que vigorava no Brasil gerou concentração do futebol nas mãos de poucos investidores. Consequentemente, não alcançou todo o seu potencial e ainda gerou distorções no seu modelo de distribuição. A MP viabiliza a entrada de novos investidores no mercado, sem afastar os atuais, aumentando a disputa. E isso é bom para os clubes e melhor ainda para o torcedor.

Porque devemos seguir o exemplo de quem fez e deu certo. A legislação anterior tinha mais de 50 anos e não refletia uma forma moderna de negociação dos direitos esportivos. A ampliação de investimentos gera aumento de receitas para os clubes, viabilizando a manutenção dos nossos craques por mais tempo no país, além do investimento em estrelas internacionais.

Em resumo: os torcedores ganham com o fim dos apagões de jogos, com mais craques em campo e com um melhor espetáculo no Brasil. Os clubes ganham com mais liberdade e receitas. E o país ganha com os clubes mais sólidos financeiramente, maior geração de empregos e crescimento de impostos pagos aos governos. Por todas estas razões, APOIAMOS a MP 984/2020 e pedimos a sua CONVERSÃO imediata em Lei, e depois da Globo, a CBF pode ser atingida. Clubes querem autonomia nos campeonatos

A Globo já entregou os pontos, pois a MP 948 deu a autonomia sonhada aos clubes.

Da Redação do EA

(VIA: Cosme Rímoli, do R7)

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