Politica

ONDE ESTÁ O DISCURSO ‘A ECONOMIA A GENTE VÊ DEPOIS’?

15/04/2021

Para minimizar os prejuízos do Metrô de SP, João Doria diminui o número de trens em circulação e causa aglomerações

Aquela conversa de que vidas estão em primeiro lugar e a economia a gente vê depois não serve para todo mundo, mas tem servido muito bem ao governo do estado de São Paulo em seu plano de manter a população quietinha, achando que tudo é para seu próprio bem. Enquanto as pessoas ficam mansinhas em suas casas e o comércio baixa as portas acumulando prejuízos, João Doria (PSDB) toca outro plano: o de salvar as contas do governo — que ele mesmo arruinou — ainda que coloque em risco as vidas de milhões de pessoas.

Diante da desastrosa política de trancar tudo e restringir horários (como se o vírus desse trégua em determinados momentos do dia) um dos efeitos foi o maior prejuízo da história no Metrô de São Paulo, chegando à casa de R$ 1,7 bilhão. Para equilibrar as contas, Doria retirou composições de circulação, ampliando o tempo de espera e causando ainda mais aglomerações. Se o discurso de Agripino fosse real ele não colocaria em risco as vidas dos milhões de passageiros e manteria os trens em circulação independentemente da perda econômica. E sobre o rombo nas contas, o gestor “resolveria depois”, afinal, é isso que ele vem dizendo há mais de um ano quando qualquer setor se manifesta cobrando soluções para equilibrar suas contas.

Mas governar não é fazer marketing, nem desfilar de terno bem cortado e gravata de grife, enquanto a população não sabe mais o que fazer para pagar as contas que já se tornaram dívidas. Governar é praticar a justiça sem olhar a quem e sem se servir do povo a quem deveria servir. Governar é algo muito diferente da forma como o estado mais rico do Brasil vem sendo tratado por um punhado de políticos liderado por alguém que só pensa em si mesmo. É triste, é lamentável e é para guardar na memória até 2022.

Da Redação do EA

(VIA: Patrícia Lages)

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