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MULHERES E JORNALISTAS SÃO CHICOTEADOS PELO TALEBAN

09/09/2021

As promessas de moderação do Taleban parecem mais vazias a cada dia, enquanto o grupo tenta consolidar seu poder em um Afeganistão fragilizado. Um dia depois do anúncio do novo gabinete do governo – composto apenas por homens com histórico dentro do grupo insurgente -, relatos de combatentes do Taleban agredindo mulheres e jornalistas a pauladas e chicotadas voltam a surgir nesta quarta (8).

Um protesto foi reprimido em Dasht-i-Barchi, uma área de Cabul habitada principalmente por pessoas da minoria étnica xiita Hazara, grupo conhecido por ter sido alvo do Taleban no passado, segundo informou a TV americana CNN. Veículos de imprensa afegãos também relataram as agressões. O site afegão Etilaatroz publicou imagens das lacerações nas costas de dois jornalistas, Taqi Daryabi e Nematullah Naqdi que disseram ter sido torturados pelos insurgentes após cobrirem protestos na terça (7).

Enquanto o Taleban reintroduz um policiamento moral que marcou seu primeiro governo, controlando a vida das mulheres de forma rígida, ativistas e estudantes afirmam que uma geração jovem de mulheres educadas e trabalhadoras não aceitará a opressão do grupo militante islâmico.

Em Cabul, outro grupo de mulheres protestaram na região de Pul-e Surkh, de acordo com a agência de notícias Reuters, carregando cartazes com os dizeres “um gabinete sem mulheres é um erro”.

Apesar da constante repressão, protestos vem sendo realizados nas principais cidades do país. No maior deles até aqui, na terça-feira, 7, centenas de mulheres saíram às ruas, mas as manifestantes foram interrompidas quando homens armados do Taleban dispararam tiros de advertência para o ar.

Da Redação do EA

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