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BAHIA: CPI INDICIA PREFEITO, GENRO E SECRETÁRIA MUNICIPAL DE SAÚDE

28/11/2021

O prefeito de Cruz das Almas, Ednaldo Ribeiro (Republicanos) e seu genro, o então secretário de saúde da cidade, Sandro Borges, foram indiciados pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde do município, no Recôncavo Baiano. Eles podem responder pelos crimes de falsidade ideológica, homicídio culposo, exercício irregular da profissão e improbidade administrativa.

Outras três pessoas da gestão também constam em relatório para serem indiciadas. O relatório final da CPI foi aprovado na sessão de sexta-feira, 26, da Câmara de Vereadores e o documento enviado ao Ministério Público, para a Polícia Civil, ao Ministério Público Federal e para o Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb).

A CPI foi aprovada pelos parlamentares após denúncias de moradores que teriam obtido imunização cruzada (doses de vacinas diferentes) e seus cartões de vacinação foram adulterados, tanto por rasura em assinaturas quanto por substituição por um novo cartão.

No decorrer das investigações, o óbito de Ronaldo Teles, ocorrido no dia 5 de abril, entrou na pauta das investigações, após a família denunciar erro médico. A morte do paciente foi atestada por uma médica que nunca tinha trabalhado no município, a doutora Alana Sena. Por sua vez, Alana prestou queixa contra a Prefeitura de Cruz das Almas por ter contratado um funcionário que se passava por ela.

Com 109 páginas, o relatório final aprovado pela comissão aponta para cinco indiciados, sendo o primeiro, o prefeito Ednaldo Ribeiro (Republicanos) por improbidade administrativa e crime de responsabilidade. Já o segundo é o ex-secretário municipal de Saúde e genro do prefeito, Sandro Borges, por homicídio culposo. A terceira é ex-superintendente de Saúde e a atual secretária municipal de Saúde, Kaliane Ferreira, por homicídio culposo.

O quarto indiciado é o diretor médico de Cruz das Almas, Vitor Lúcio, por homicídio culposo. A quinta pessoa indiciada é a falsa médica que se passou pela médica Alana Sena e segue sem identificação até o momento, por exercício irregular da profissão, falsidade ideológica e homicídio culposo.

Da Redação do EA

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