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SALVADOR: LEITOS DE UTI ADULTO OCUPADOS SOBE 59% EM UM MÊS

07/01/2022

A última vez em que a capital baiana teve 70 leitos de UTI covid em uso foi no dia 27 de setembro

Com um aumento de 59% no número de leitos de UTI adulto ocupados em um mês, a prefeitura de Salvador monitora a situação e “vai avaliar” a necessidade de eventuais novas medidas restritivas contra o avanço da covid-19 nos últimos dias.

Do dia 6 de dezembro até esta quinta-feira, 6, conforme dados da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a quantidade de leitos de UTI adultos utilizados passou de 44 para 70, o que refletiu no aumento da taxa de ocupação, de 42% para 61%. A última vez em que a capital baiana teve 70 leitos de UTI covid em uso foi no dia 27 de setembro. 

“Nunca tive tantos colaboradores, tantos amigos, tantas pessoas conhecidas com covid, porém, graças a Deus, nenhuma necessitando de hospitalização, muitas assintomáticas, muitas sem os sintomas graves de gripe. Mas vamos aguardar para tomar essa decisão”, declarou o prefeito Bruno Reis, em conversa com a imprensa, sobre a possibilidade de adotar novamente medidas restritivas.

Apesar da alta recente na ocupação, o prefeito destacou que o Município tem condições de ampliar o número de leitos caso seja necessário, já que boa parte da estrutura foi desmobilizada nos últimos meses devido à queda de casos. Na virada do ano, inclusive, a prefeitura instalou mais cinco leitos de UTI adulto, passando de 105 para 115. O número, entretanto, ainda é metade do que havia em meados de outubro (233 leitos). No pico da pandemia até aqui, entre o final de maio e o começo de junho do ano passado, a cidade chegou a ter 789 leitos desse tipo.

O infectologista Fábio Amorim relata que, também com o surto de influenza, aumenta a dificuldade em distinguir as enfermidades. “Está um pesadelo, uma procura muito grande. Chama a atenção o número de pacientes que procuram os serviços com queixas respiratórias”, conta. O médico avalia que o movimento nas unidades de saúde ainda deve crescer nos próximos dias. “A gente ainda espera um incremento dos pacientes pós Réveillon. A maioria desses ainda é [reflexo das reuniões] do Natal”, pontua.

Da Redação do EA

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