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BAHIA: TRAGÉDIA DE POJUCA IRÁ FAZER 39 ANOS

03/03/2022

Você pode nunca ter morado em Pojuca, cidade da Região Metropolitana de Salvador (RMS), nem conhecer ninguém que vive por lá, mas provavelmente já ouviu falar da tragédia que acometeu a cidade em 1983, há quase 39 anos. Tudo começou com o descarrilamento de um trem da Rede Ferroviária Federal, no dia 31 de agosto daquele ano.

Os vagões levavam combustível – 135 mil litros de gasolina e diesel – que ficou ali, quase que à toa, enquanto o trem, fora dos trilhos, ficou com os vagões voltados para pequenas casas na vizinhança da linha férrea. O que deu, os moradores da cidade armazenaram dentro de casas para ser vendido no dia seguinte.

Na época, o combustível que era transportado foi recolhido e colocado dentro de recipientes em casas da cidade. Crianças, em suas bicicletas, eram as figuras mais vistas levando o combustível para lá e para cá, como lembra Fernanda Lima, em Reportagem das grandes tragédias que atingiram a Bahia.

Mas a tragédia, mesmo, não foi bem o descarrilamento do trem, e sim o que aconteceu por volta das 20h30 daquele 31 de agosto de 1983, uma quarta-feira. Não se sabe o que foi o estopim da tragédia – talvez um fósforo ou o acender de uma lâmpada e suas faíscas. Fato é que, com o solo da cidade encharcado de combustível durante o dia todo, a explosão fez o fogo engolir quem estava por perto.

Pelo menos 15 casas incendiaram instantaneamente. A ‘língua de fogo’, como descreveu um morador, consumiu a cidade durante a noite toda. Aquela que ficou conhecida como a tragédia mais letal da Bahia terminou com 99 mortos e 100 feridos. A empresa Rede Ferroviária Federal foi responsabilizada.

Da Redação do EA

(VIA: Correio da Bahia)

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