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MINAS: PCC MANDA MATAR JUÍZES E PROMOTORA

31/03/2022

A quilômetros de distância, o PCC (Primeiro Comando da Capital) determinou, a partir de Mato Grosso do Sul, que integrantes da facção matem dois juízes e uma promotora de Justiça atuantes em Minas Gerais. A informação foi obtida pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) sul-mato-grossense durante uma investigação que identificou advogados como integrantes da organização criminosa.

De acordo com o Gaeco, 15 advogados formavam a “sintonia dos gravatas” [grupo de advogados]. Juntos, segundo a denúncia, eles prestavam serviços criminosos para o PCC. Esse grupo de advogados se subdividia entre os setores da “ajuda”, que fornecia auxílio material e financeiro a membros do PCC; e o de “recados”, responsável por enviar “salves” [comunicados] de lideranças da facção, numa espécie de pombo-correio.

Batizada com o nome de Courrier, a operação do Gaeco identificou que o advogado Bruno Ghizzi recebia informações privilegiadas de Rodrigo Pereira da Silva Corrêa, chefe do cartório da 1ª Vara de Execuções Penais do Estado. A reportagem não conseguiu contatar a defesa de Ghizzi e de Corrêa.

O MP disse ter encontrado, em conversas de WhatsApp entre Ghizzi e Corrêa, ordens do PCC para mandar matar um juiz da Vara de Execuções Criminais de Uberlândia, além de uma juíza e de uma promotora da Vara de Tóxicos de Belo Horizonte. Além deles, um promotor do Gaeco de Mato Grosso do Sul também foi alvo de ameaça de morte. Posteriormente, em depoimento à polícia, ele confirmou ter escutado um boato de que havia planos de assassinatos em andamento.

Da Redação do EA

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