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FRANÇA ALERTA SOBRE SUICÍDIO DE TRANSGÊNEROS

14/06/2022

“É uma epidemia de suicídios”, diz Simon Jutant, jurista da associação Acceptess-T, especializada em transgêneros em um comunicado oficial. O debate sobre o possível arrependimento relacionado à transição de gênero foi reforçado na França depois de que um menino trans de 15 anos cometeu suicídio, no começo de maio, dentro da escola, na cidade de Le Mans.

De acordo com um estudo publicado pela revista The Lancet Diabetes & endocrinology, o risco de mortalidade em transgêneros é duas vezes maior do que em cisgêneros (os que se identificam com o sexo de nascimento). Entre as mulheres transgêneros, a principal causa de morte revelada no mundo são doenças cardiovasculares. Entre os homens trans, o suicídio está em primeiro lugar. Um dos autores, Martin den Heijer, no entanto, ressaltou que novas pesquisas serão necessárias para avaliar o impacto nos próximos anos.

Em fevereiro, a Academia de Medicina francesa alertou sobre “o número crescente de jovens adultos transgêneros querendo reverter tratamentos e cirurgias”. Para controlar o problema, a instituição pediu cautela dos médicos em relação a crianças e adolescentes: “especialmente do ponto de vista psicológico desta população e dos muitos efeitos indesejáveis, até complicações graves, que algumas das terapias disponíveis podem causar”.

Na França, os tratamentos hormonais são permitidos, desde que aprovados pelos pais, independentemente da idade do paciente. A mastectomia, retirada dos seios, pode ser feita a partir dos 14 anos. Já as cirurgias que envolvem os órgãos genitais são autorizadas na maioridade, devido ao fato de serem irreversíveis.

Da Redação do EA

(Por: Mariana Braga)

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