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CRIME CRUEL, DIZ MINISTRO DA JUSTIÇA SOBRE ASSASSINATO DE DOM E BRUNO

17/06/2022

O ministro da Justiça, Anderson Torres, classificou como “crime cruel” e “uma maluquice” o caso envolvendo o desaparecimento do indigenista Bruno Pereira, 41, e do jornalista britânico Dom Phillips, 57.

Segundo a PF, o pescador Amarildo da Costa Oliveira, conhecido como Pelado, indicou às autoridades o local onde enterrou os corpos, bem como onde ocultou a lancha em que viajavam Pereira e Phillips. O próprio ministro da Justiça disse nas redes sociais, na noite de quarta, que “remanescentes humanos” foram encontrados nas buscas, pouco antes da divulgação oficial –em forma de entrevista em Manaus.

“Me solidarizo com a família dos mortos. Estou profundamente triste pelo acontecido. Ninguém gostaria de encontrar restos mortais de ninguém, mas foi um trabalho [de investigação] espetacular que foi feito. Queríamos ter encontrado os dois vivos”, afirmou.

“O esforço foi muito grande. Ainda falta bastante coisa, precisa achar o barco e terminar a materialidade e autoria do crime. A região é muito difícil”, completou o ministro.

O isolamento da área na margem do rio Itaquaí onde depois foram achados pertences das duas vítimas se deu pelo trabalho de indígenas da região.

Além do pescador que confessou participação no caso, uma segunda pessoa foi presa. Oseney da Costa de Oliveira, 41, conhecido como “dos Santos”, irmão de Pelado, também é investigado pela morte dos dois. De acordo com a PF, ele nega participação.

A PF ainda apura a motivação do crime, investigadores que atuam no caso têm afirmado reservadamente que as evidências e provas até o momento reforçam a hipótese de que as atividades ilegais de pesca e a caça na região são o pano de fundo do assassinato de Pereira e Phillips. Ainda assim, a polícia não descarta outras possibilidades e trata o cenário como nebuloso.

Da Redação do EA

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